Espere por mim...
De olhar em olhar,
despontava um desejo incontido...
Desejo que apertava o peito feito açoite,
No peito sedento, te arranco o oculto,
te amarro...
Como pode arder tão interessante o peito,
como pode dominar de tão forma sua alma,
fazendo invadir o desejo incontrolável por teu apego.
De repente a tua respiração rebenta,
teu peito salta céu afora, num grito franco,
teu corpo inquieto se desdobra.
Dois corpos, um desejo, o olhar
conter não pode, retroceder não dá mais,
entregar-se é o destino, inevitável é o começo,
incomparável é o despertar.
Te amarro em meu peito, te desnudo e
refaço o tudo outra vez...
Teu beijo, o néctar dos Deuses,
teu perfume me guia pelo labirinto sem volta,
minha mãos já não contenho,
meus instintos já dominados feito fera,
que só se acalma com o som incessante de tua respiração,
ofegante ao pé do meu ouvido.
Tu se abre pra vida.
De gozo em gozo,
De toque em toque,
De suspiro em suspiro,
De fala em fala,
O eterno se exala...
G & A
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